quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pág. 23 - O que você quer ser quando crescer?

*Moysés Dário Alves

Outro dia estava conversando com um jovem rapaz de 15 anos sobre qual profissão ele escolheria para estudar na faculdade. Surpreendentemente a conversa suscitou muitas reflexões sobre as quais jovens e adultos se deparam todos os dias. Algumas pessoas já sabem desde muito cedo o que querem fazer da vida e que carreira e profissão seguir. Contudo, essa não é a realidade para a maioria dos estudantes.

Muitos chegam ao ponto de não ter idéia sobre qual carreira prestar já na época de inscrições para o vestibular. O fato é que, mesmo os que já têm definido o que anseiam profissionalmente, muitas vezes mudam de opinião, largam a faculdade e até o trabalho após formados e enveredam-se em outro vestibular para tentar outra carreira. Não raramente, totalmente diferente da carreira anterior.

Essa encruzilhada vocacional não é privilégio apenas dos jovens. Ouço estórias todos os dias de pessoas que só descobriram sua verdadeira vocação com idades bem avançadas e inclusive, já estabilizadas profissionalmente. Em algum momento, por acaso, insatisfação ou inquietação, esses indivíduos descobrem um trabalho capaz de lhes proporcionar o que eu chamo de trilogia da felicidade profissional: fazer o que gosta, com uma remuneração satisfatória e tornando melhor a vida das pessoas.

Um dos critérios mais importantes na hora de escolher uma profissão é como melhorar a vida das pessoas. Lembro-me de enfermeiros, médicos, advogados, engenheiros, domésticas, cozinheiras, garçons, faxineiros, eletricistas, encanadores, publicitários, comerciantes, professores, fisioterapeutas, pedólogos, dentistas, protéticos, contadores, arquitetos, empresários, assistentes sociais, programadores, músicos, desenhistas, poetas, jornalistas e tantos outros profissionais que eu conheço que tornam a minha vida melhor todos os dias e são felizes naquilo que fazem.

E, curiosamente, eles gostam tanto do que fazem que são excelentes profissionais. O amor a sua profissão o torna perfeccionista, criterioso, estudioso e perito no assunto. São profissionais de reconhecida qualidade na sua área. Consequentemente são altamente requisitados e, imagine só, bem remunerados! Não só pela valorização do seu trabalho, mas também pela demanda. Se você quer algo bem feito, a primeira coisa que procura é um profissional de excelência, mesmo que, eventualmente, você pague um pouco mais por isso.

É importante saber qual é a sua vocação. É fato que com trabalho árduo e muita dedicação todos podem ser bem sucedidos, mas todos possuem vocação distinta que pode ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais a sua vocação. Baseado nessa reflexão e no desejo de ajudar aquele jovem, eu lhe fiz algumas perguntas: O que você espera de sua futura profissão? Ser bem sucedido? Fazer o que gosta mesmo que ganhe pouco com isso? Viajar o mundo?  Ganhar bem? Quem não sabe para onde quer ir não chega a lugar nenhum. Pense sobre o que lhe motiva e veja quais carreiras mais se relacionam com suas características.

Tenha sempre em mente que a chave do sucesso para qualquer carreira é ser feliz fazendo aquilo que se gosta. No entanto, trabalho não é lazer! É mais do que fazer o que se gosta. É preciso ser bem pago para que, através do seu trabalho, você possa futuramente suprir suas necessidades básicas e possivelmente de sua família. Como disse Aristóteles: “Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação”.

*Moysés Dário Alves é contador e consultor de negócios.

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