terça-feira, 5 de junho de 2012

CCR ViaLagos capacita professores em Educação para o Trânsito e Meio Ambiente

Participantes do projeto Educação para o Trânsito e Meio Ambiente.
Nesta terça e quarta-feira (5 e 6 de junho), acontece a 2ª Oficina de Capacitação do ano letivo de 2012 em Educação para o Trânsito e Meio Ambiente, realizada pela CCR ViaLagos para o uso do conteúdo pedagógico do Programa Estrada Para a Cidadania.

Mais de 570 professores dos municípios de Rio Bonito, Araruama, Iguaba Grande,  São Pedro da Aldeia e Cabo Frio participam do curso, oferecido pela Concessionária, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação para orientar e conscientizar 15.550 mil alunos do 4ª e 5ª anos do ensino fundamental de escolas públicas, para a importância da Educação Para o Trânsito e Educação Ambiental.

Equipes qualificadas aplicam treinamentos ao longo do ano, de modo que os professores estejam sempre em dia com o conteúdo do Programa. Os educadores recebem ainda sugestões de exercícios, trabalhos e atividades do Estrada para Cidadania em sala de aula e extracurriculares.

O programa chega pronto às secretarias de educação dos municípios parceiros: a CCR fornece gratuitamente os livros dos alunos, as oficinas de capacitação e os livros dos professores, e promove ações públicas de cidadania com os estudantes. Com isso, as crianças do 4º ano passam a ter em sua grade curricular, a matéria Educação Para o Trânsito e os alunos do 5º ano recebem orientações sobre Educação Ambiental. Visando a inclusão de professores e alunos com deficiência visual, também são realizadas oficinas de capacitação em Braille e todo o material é produzido nesse sistema.

Estrada para a Cidadania é um dos maiores investimentos sociais do Grupo CCR e contribui efetivamente para a redução de acidentes e vítimas do trânsito, por meio de orientação para a formação de pedestres e novos motoristas mais conscientes. Já beneficiou mais de 1,6 milhão de alunos e 49 mil professores das redes públicas de ensino de comunidades próximas às rodovias administradas pela CCR no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Com esta importante parceria, 7 cidades do estado do Rio de Janeiro participam do programa, no âmbito de atuação das concessionárias CCR ViaLagos e CCR Ponte: Rio Bonito, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, São Gonçalo e parte do Rio de Janeiro.

A Oficina de Capacitação acontece nesta terça em Rio Bonito, na Escola Dr. Astério Alves de Mendonça  e, na quarta-feira em São Pedro da Aldeia, na Casa do Educador.

Fonte: Ascom/CCR ViaLagos

domingo, 3 de junho de 2012

Pág. 1 - SHOWS PARA TODOS OS GOSTOS NOS ANIVERSÁRIOS DE RIO BONITO E SILVA JARDIM (Edição 26)

O grupo Roupa Nova atraiu grande público para a arena de shows de Rio Bonito.
Shows para todas as preferências e um desfile de estilos variados. Góspel, Pagode, Pop Rock, Forró, Regue, Rock, Sertanejo e Católico, foram os principais gêneros musicais que desfilaram nos palcos montados em Rio Bonito e Silva Jardim no início desse mês. Enquanto a “Cidade Risonha”, no dia sete de maio, comemorava os seus 166 anos de amancipação político administrativa, a terra do “Capivari”, no dia oito de maio, celebrava 171 anos.

Em Rio Bonito, a maior presença de público foi percebida no dia seis de maio, quando subiu ao palco o Grupo Roupa Nova, que apesar dos 30 anos de carreira continua arrastando multidões. Destaque também para a apresentação dos pagodeiros do Sorriso Maroto que lotou o Espaço de Eventos da Mangueirinha.

Michel Teló atraiu público récorde à Silva Jardim.
Já em Silva Jardim, a programação preparada pela Prefeitura bateu o récorde de público da história da cidade. Destaque para a abertura do evento, quando o município recebeu três pesos pesados do mundo Góspel (Damares, Fernanda Brum e David Sace) para o tradicional Consagra Silva Jardim. A grande expectativa, porém, girava em torno da sensação Michel Teló. E ele ‘pegou’. ‘Pegou’ o título de maior público do evento, num show que atraiu, na noite do dia 8 de maio, gerações de todas as idades.

Pág. 2 - “Deixa o homem trabalhar”!

Flávio Azevedo

O empresário Nelson Espíndola quer colocar uma ponte sobre o rio Bonito, mas não tem resposta da Prefeitura de Rio Bonito.
“No Brasil, todos nós sabemos, não é fácil trabalhar. Por outro lado, fica ainda mais difícil você investir e ampliar o seu negócio, quando o seu grande adversário é o poder público, que, às vezes, não age com transparência, e, em algumas ocasiões, deixa claro que tem preferência por esse ou aquele comerciante”, desabafa o empresário Nelson Espíndola, proprietário do Bazar Rio Doce, que há cerca de um ano pleiteia colocar uma ponte sobre o rio Bonito para, segundo ele, trabalhar com mais tranquilidade e atender melhor a sua clientela.

Instalado na Av. Manuel Duarte, o Bazar Rio Doce, que foi inaugurado em quatro de setembro de 2010, logo caiu nas graças do riobonitense. Diante da boa aceitação, o empresário se viu obrigado a ampliar os negócios. O que era apenas um bazar virou um mini mercado, ganhou açougue, quitanda e o mais importante: o número de empregados triplicou.

Mas é exatamente a expansão do negócio que parece ser o início dos problemas. Como nos fundos da loja passa o rio Bonito, o comerciante decidiu improvisar uma ponte. O objetivo, segundo Espíndola, era desafogar o transito da Av. Manuel Duarte e não atrapalhar os clientes durante as suas compras.
– É impossível passar com um quarto de boi pelo salão da loja! Conheço o caso de uma pessoa que processou determinado estabelecimento, por ter sofrido um corte fruto de um esbarrão numa peça de carne – conta o empresário.

De acordo com Nelson Espíndola, desde setembro de 2011 o processo (8.000/11) roda dentro da Prefeitura Municipal. “Eu já conversei com o prefeito, com o vice-prefeito, com secretários, mas sempre existe uma desculpa, uma exigência. Gastei R$ 5 mil numa ponte de ferro, mas não me permitiram colocá-la”. Ainda segundo o empresário, no último mês de fevereiro, a ponte improvisada desabou e juntamente com ele, dois funcionários, que estavam trabalhando na ampliação das instalações do bazar, caíram dentro do rio.
– Antes do Bazar Rio Doce eu já havia sido dono de outro comércio em Rio Bonito. Diante de algumas experiências que eu adquiri ao longo desse tempo, eu afirmo que em nossa cidade existe cartel e monopólio em vários setores. Falo isso baseado na dificuldade de se conseguir espaço para trabalhar por aqui – reclama Espíndola, que revela ter ouvido de um empresário vizinho, que ele faria tudo que tivesse ao seu alcance para impedir que ele conseguisse a autorização para colocar instalar a ponte.

O empresário comenta que ficaria conformado se a Prefeitura negasse a autorização e apresentasse um motivo. “O que é humilhante é você perceber que está sendo empurrado com a barriga. Diante desse silêncio, eu sou obrigado a desconfiar que existe interferência de terceiros e favorecimento a esse terceiro”, analisa Espíndola, revelando que a última notícia do seu processo é que ele foi encaminhado para o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), o que, segundo o empresário, confirma a falta de vontade em atendê-lo.

Pág. 3 - Delegado de Rio Bonito pede atenção para os ‘golpes’

Flávio Azevedo

O delegado Paulo Henrique da Silva Pinto diz que os golpistas estão à solta
A manutenção do fechamento da Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos) não foi o único assunto de destaque da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Rio Bonito, no último dia 14 de maio. Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, os golpes, modalidade de crime muito manjada, continuam fazendo vítimas pelo Brasil e também em Rio Bonito. De acordo com o delegado, apesar do natural constrangimento, “o assunto precisa ser abordado e exposto para que menos pessoas sejam vítimas”.

De acordo com ele, recentemente, em Rio Bonito, uma pessoa recebeu um telefonema informando que ela havia sido sorteada pelo “Caminhão do Faustão”, mas para receber o prêmio seria preciso que ela depositasse certa importância em determinada conta. “Também temos a história do sequestro. Alguém liga imitando uma criança chorando ou uma mulher desesperada. O bandido diz que só libera a pessoa mediante ao depósito de determinada quantia. Depois da transferência do dinheiro a vítima descobre o engano”, alertou.

Vários tipos de golpes

Outros três golpes que estão sendo empregados por bandidos é o sujeito que chega a determinado estabelecimento comercial falando ao telefone celular. Enquanto ele fala no telefone, ele comenta com um funcionário do estabelecimento que o patrão, supostamente conversando com ele do outro lado da linha, está mandando que a pessoa lhe entregue uma quantia. “A atuação do bandido é tão convincente que o funcionário cai no golpe”, disse o delegado.

Outro golpe é o bandido que se apresenta em determinado comércio como engenheiro e profissional em dedetização e limpeza. Ele diz já ter prestado serviço para determinado empresário importante da cidade e que esse empresário o indicou para esse novo serviço.
– Em algumas situações, os bandidos chegam a sugerir que o dono do estabelecimento deixe a chave da loja com ele, para que ele faça a limpeza a noite e não atrapalhe o expediente. No outro dia o empresário chega para descobrir que o bandido fez a limpa nos equipamentos e mercadorias – frisa.

O caso da compra do cheque também tem acontecido. A pessoa adquire alguma mercadoria e paga com cheque. O golpista, porém, está de olho. No dia seguinte, logo cedo, o bandido vai ao estabelecimento, diz que o dono do cheque é seu patrão e/ou conhecido e que ele mandou trocar o cheque por dinheiro. “Ele compra o cheque e modifica o valor. Sendo assim, um cheque de R$ 80,00 vira um cheque de R$ 2 mil e o prejuízo é do empresário”, alerta o delegado.

Um pouco de história 

O termo “Conto do Vigário” teria sido originado em Ouro Preto, no século XVIII, quando duas paróquias disputavam a posse de uma imagem. Um dos vigários sugeriu que a peça fosse amarrada a um burro que estava solto na rua. Seria declarada dona da imagem, a igreja para onde o animal se dirigisse. Passados alguns dias, descobriu-se que o tal burro pertencia ao pároco que propôs a disputa – da qual, logicamente, saiu-se vencedor.

Nasce nesse tempo, inspirado nesse ocorrido, o termo “vigarista”, numa referência ao vigário espertalhão. O “Conto do Vigário” passou a ser sinônimo de trapaça que para acontecer precisa que a vítima apresente uma característica básica: ingenuidade.

Mas podemos classificar certas vítimas como ingênuas? Dos mais infantis aos mais sofisticados, os golpes precisam de alguém ganancioso. É comum a pessoa que cai no “Conto do Vigário”, antes de descobrir o golpe, estar alimentando a expectativa de levar vantagem sobre alguém.

Em 2008, a mídia noticiou que a mãe de uma atriz caiu no golpe do bilhete premiado. Segundo seu depoimento, um homem aproximou-se, disse que era analfabeto e mostrou um bilhete premiado da Mega-Sena (R$ 2 milhões). Outro sujeito se aproximou e confirmou a veracidade da história. Diante da confirmação, a mãe da atriz aceitou trocar jóias e dinheiro – calculado em R$ 270 mil – pelo bilhete, que logicamente era falso.

Ninguém notou o mal caratismo dessa senhora? Que tal investir R$ 270 mil para faturar R$ 2 milhões de um analfabeto burro? Não seria mais honesto ela ajudar o analfabeto a encontrar uma Casa Lotérica, onde ele receberia orientações sobre o que fazer para receber os R$ 2 milhões (caso a história fosse real)? Ela, como muitos outros, pagou o preço por ser, no mínimo, gananciosa!

Pág. 4 - Boa Esperança ganha Sub-Base do SAMU

Flávio Azevedo

A Prefeitura Municipal de Rio Bonito inaugurou no último dia 11 de maio, a Sub-Base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no 2º Distrito do município. A sub-base está localizada em prédio anexo ao Posto de Saúde do Parque Andréa, onde funciona o Programa de Saúde da Família (PSF) da localidade. O objetivo, segundo a secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra, é diminuir o tempo de resposta às solicitações por socorro oriundas a localidade. A viatura, uma Unidade de Suporte Básico (USB), conta com técnico de enfermagem e motorista treinados para atendimentos de urgência e emergência.

Durante a inauguração, o prefeito José Luiz Antunes anunciou que o 2º Distrito também vai ganhar uma viatura da Defesa Civil. O veículo será um dos 17 carros que o município ganhou do governo do Estado no último dia 8 de maio.
– Em nossa gestão nós fizemos bastante por Boa Esperança, Parque Andréa e localidades adjacentes. Conheci esse loteamento quando as ruas eram todas de barro. Durante a nossa gestão, somente aqui no Parque Andréa, 20 ruas foram calçadas. Ainda faltam duas ruas e nós iremos terminar. Também fizemos um ginásio poliesportivo e estamos construindo outro em Nova Cidade – disse o prefeito.

Na ocasião, o chefe do Executivo também abordou o controverso assunto das 90 casas erguidas no bairro para serem doadas aos desabrigados. Segundo ele, as moradias já estão prontas, “mas só iremos entregar essas casas quando a Cedae colocar água na localidade”. O prefeito também comentou que assinou um convênio com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) e que a estatal levará água do Centro de Rio Bonito para o 2º Distrito.

Segundo fontes ligadas a Prefeitura, se existe desgaste sobre esse assunto (casas para os desabrigados vitimados pelas chuvas de 2008 e 2009), entregar as moradias sem água pode trazer um desgaste ainda maior para a administração municipal, sobretudo em ano eleitoral. “Ofertar casas sem água é tudo que a oposição está querendo, porque o estrago eleitoral de uma história como essa pode ser irreversível”, comenta uma velha raposa política.

Repercussão

O frentista Alcides José da Silva, de 37 anos, morador da localidade, comentou que reclamações quanto ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura sempre haverá, mas segundo ele, “quem mora no Parque Andréa não tem muito do que reclamar”.
– Eu gostaria, inclusive, de agradecer ao prefeito os benefícios que o Parque Andréa recebeu durante a sua gestão. E não estou falando apenas dessa questão de Saúde, porque em outros segmentos nós também fomos beneficiados. Quase todas as ruas foram asfaltadas e não é possível que o fato de duas ainda não terem recebido asfalto possa ofuscar o que já foi feito por aqui. Esse bairro sempre foi muito carente, nós temos muitas crianças e elas serão as principais beneficiadas com obras como a nova Escola Municipal Dr. Kingston de Souza Mota – ponderou o frentista.

Pág. 4 - Novela “Cabocla” é revivida em Rio Bonito

Flávio Azevedo

Um debate na rede social Facebook, sobre obras não concluídas em Rio Bonito nos motiva a escrever esse texto. Antes, porém, convém recorrermos a novela “Cabocla”, que envolvia essa questão de influência política. Os principais personagens dessa história são Neco e Boanerges, líderes políticos de uma cidade do interior. Neco, embora esteja apaixonado pela filha de Boanerges, critica a política feita pelo sogro, o prefeito da cidade. Ele reclama que o chefe do Executivo, que se diz amigo do governador, não utiliza a sua influência para melhorar o lugar onde eles vivem.

Depois de alguns meses de campanha, Neco vence a disputa eleitoral e se torna prefeito da cidade. Empossado, ele ruma para a Capital a fim de buscar os benefícios que ele prometeu ao povo durante a campanha. De volta, para tirar onda com o sogro, Neco diz que o governador mandou um grande abraço para ele. Desconcertado, Boanerges descobre que o genro não foi recebido pelo governador e confessa saber disso porque ele também nunca foi recebido, mas dizia o contrário para impressionar o povo. 

Esse debate sobre as obras em nosso município é uma coisa desnecessária. Aliás, essa questão está diretamente ligada ao “oportunismo político do brasileiro”. Explicamos: No dia 14 de outubro de 2009, o governador Sérgio Cabral esteve em Rio Bonito. No palanque erguido na Praça da Bandeira, sob vaias dos topiqueiros – aliás, cadê eles? – ele prometeu dar um banho de asfalto em Rio Bonito e realizar várias obras (ele estava em campanha pela reeleição).

Na oportunidade, ele assinou, junto com o prefeito, um convênio de INTENÇÕES (o inferno está cheio delas) para que essas obras fossem realizadas. Como de praxe, o governador mandou menos da metade do que prometeu. Agora, o prefeito carrega a culpa de não ter realizado as obras prometidas. O problema é que a promessa não foi do prefeito, mas do governador.

É por conta disso, que quando esses oportunistas do Estado querem vir a Rio Bonito fazer farol e campanha (em 2013 eles vão voltar, porque em 2014 tem eleições), o prefeito não dá a devida importância! Entretanto, o deputado de Saquarema, junto com a sua cínica base de apoio, vem para o palanque dizer que Mandiocão não aceita recurso, que ele é um cara difícil e outras argumentações estapafúrdias que nós conhecemos.

Concordamos que o prefeito José Luiz tem um monte de defeito. Para nós, o pior deles é não tomar a iniciativa de vir a público dizer que o governador não cumpriu mais da metade das promessas feitas naquele dia 14 de outubro de 2009. Parte dessa omissão pode ser atribuída às eleições desse ano, onde todos os grupos políticos estão almejando o apoio de “espertinho Cabral”. Vê se isso não é cara da história da Cabocla?

Se existe oportunismo político por parte do povo brasileiro, quando alguém desse povo passa a exercer um cargo eletivo, ele leva esse hábito com ele (oportunismo). Somente olhando por este viés para entendermos essa relação entre Prefeituras espoliadas e governos, estaduais e federais, impondo dificuldades para vender facilidades!

Pág. 5 - Melhorias na RJ – 124 é tema de debate entre autoridades, CCS e CCR ViaLagos

Flávio Azevedo

O prefeito José Luiz (E), Bruno Soares (ao centro) e a equipe da CCR ViaLagos.
Representantes do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Rio Bonito, o prefeito José Luiz Antunes (DEM) e representantes da CCR ViaLagos, concessionária que administra a RJ – 124, concessão que completa 15 anos esse ano, estiveram reunidos no último dia 25 de abril, no gabinete do prefeito para discutir melhorias na rodovia. Entre as discussões está a construção de viadutos, local apropriado para a circulação de bicicleta, animais e carroças, passarelas e a instalação de radares eletrônicos ao longo do trecho que corta o município.

De acordo com o diretor da concessionária, João Daniel Marques da Silva, por determinação do governo do estado, a ViaLagos vai receber novas e importantes melhorias. O prazo de entrega seria 2014. Ainda segundo o diretor, as exigências é a construção de mureta divisória entre as pistas (para evitar que os veículos invadam a contramão) e a substituição do acostamento de grama por asfalto (no trecho a partir de Araruama).
– O governador quer essas melhorias para toda extensão da rodovia e já liberou, através do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), um recurso da ordem de R$ 120 milhões para a execução dessas obras. O problema é que estamos percebendo a necessidade de se fazer mais que isso. As exigências da população de Rio Bonito, por exemplo, devem ser consideradas, mas não temos recurso para isso – argumentou o diretor da concessionária.

De acordo com o prefeito José Luiz Antunes, desde que a ViaLagos passou a administrar a RJ – 124, do bairro Boqueirão até a Praça do Pedágio (Palmital e Mineiros) muitas localidades ficaram isoladas, tiveram os seus acessos prejudicados, estradas foram fechadas e muito pouco foi feito pela população. “Quando a ViaLagos chegou aqui já encontrou Boqueirão, Boa Esperança e demais localidades. Aliás, quando a RJ – 124 chegou na década de 60, essas localidades já existiam. Boa Esperança, por exemplo, sempre foi um bairro importante, por tanto isso tem que ser respeitado e considerado”, ponderou o prefeito.

Pontos de conflito

O volume de caminhões de areia e a velocidade desses veículos preocupa o prefeito de Rio Bonito.
O chefe do Executivo riobonitense, que como produtor rural e proprietário de terras já teve inúmeros embates com a concessionária, comenta que em Boqueirão e Boa Esperança, o trânsito de bicicleta foi proibido e faz um questionamento: “mas que alternativa foi dada aos ciclistas?”. Ele mesmo responde: “nenhuma!”. O prefeito acrescenta. “Nós estamos falando de localidades pobres, onde as pessoas dependem da bicicleta para se locomover”. O prefeito também abordou a velocidade com que os veículos cortam as localidades.
– Dia desses fiquei cerca de duas horas, em Boa Esperança, observando o trânsito da ViaLagos. Chamou a minha atenção a velocidade, principalmente dos caminhões que transportam areia. Eles passam a 100 ou 120 km/hora dentro daquele trecho urbano, onde têm crianças atravessando, pessoas de idade, carros em velocidade menor... Acredito que só por Deus ainda não aconteceu uma desgraça nessas localidades (Boa Esperança e Boqueirão) – analisou. 

O conselheiro Guilherme Cordeiro comentou o choque cultural que a rodovia impôs a essas localidades. “No interior o meio de locomoção é o cavalo e a carroça. Então, é comum que as pessoas usem esses meios para visitar os compadres, trabalhar, rever os amigos, ir a igreja, mas o que se percebe é que esse hábito, que é cultural, não foi respeitado. Eles não podem passar pela passarela, atravessar a rodovia é perigoso e com isso localidades irmãs foram separadas”, analisou.

Outro ponto

A construção do viaduto para ligar as localidades de Viçosa e Três Coqueiros também foi alvo dos comentários. De acordo com moradores do trecho, em época de feriado prolongado e em períodos como Carnaval, Semana Santa, Natal e Ano Novo, as pessoas chegam esperar 40 minutos para alcançar a pista oposta.
– Nós estamos falando de um lugar que tem linhas de ônibus regulares, um trecho onde está sendo construída uma indústria de onde sairá essencialmente caminhões pesados e em baixa velocidade (a pista é de alta velocidade), e ainda existe a possibilidade de nos próximos meses a Urbaniza lançar um loteamento também naquelas imediações – disse outro conselheiro.  

Para o diretor da ViaLAgos, com o recurso de apenas R$ 120 milhões ele não reunirá condições de fazer todas essas melhorias. Ele sugere que assim como aconteceu com os debates com a Autopista Fluminense e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que contou com influência política e iniciativa popular para se conseguir a construção do viaduto do Green Valley, a Prefeitura de Rio Bonito e o Conselho de Segurança também devem usar os mesmos meios políticos para sensibilizar o governo do estado a aumentar o aporte financeiro do projeto.

Junto do prefeito e dos representantes do CCS, o diretor da concessionária preparou um esboço do que foi apontado como ideal para atender as localidades existentes ao longo da ViaLagos. Dentro das exigências ainda existe o pedido de um viaduto para a Prainha; opção de circulação para ciclistas em Boa Esperança e Boqueirão; passarelas em vários trechos; e a implantação de dispositivos eletrônicos para controle de velocidade em Boqueirão e Boa Esperança.

Pág. 6 - Observador

Justas homenagens

Se sempre estamos criticando o poder Legislativo de Rio Bonito, dessa vez faremos um elogio! A Sessão Solene realizada pelos vereadores no dia 07/08 foi um evento singular, sobretudo pelo volume de pessoas que, com justiça, foram homenageadas com o “Título de Cidadão Riobonitense” ou com a “Medalha do Mérito Legislativo Carlos Cordeiro”.

Falando em Câmara...

... Os vereadores que não conhecem o real papel de um parlamentar, não aguentam mais a leitura do Estatuto do Servidor Municipal que está sendo feita a cada sessão. Quem lê é a vereadora Rita de Cássia (PP). O ar professoral da parlamentar tem irritado alguns colegas, mas as explicações que ela faz têm sido importantes para quem está acompanhando a sessão e, certamente, para os vereadores mais tapados (não é difícil identificá-los).

Papel do vereador

Poucos sabem que o papel do vereador não é carregar gente doente, dar carona, arranjar boquinha, pagar churrasco, pinga ou fazer mudanças. Aos parlamentares que acham desagradável participar daquilo para o qual foram eleitos, “peçam pra sair”. Aliás, os senhores nos fariam mais felizes se abandonassem a carreira política. Vereadores que só se lembram da função que exercem no dia de receber o salário são dispensáveis!

Transporte Público

As reclamações sobre o transporte público de Rio Bonito são grandes. No último dia 27/05, porém, uma reportagem do Fantástico mostra uma fratura exposta da sociedade brasileira: as sacanagens que estão por trás desse setor país a fora. Que o volume de pilantras no Brasil é alto, nós sabemos, mas é indigesto ficar com a impressão que esses marginais operam com a permissão da Justiça e em parceria com os órgãos que deveriam estar fiscalizando e corrigindo ilegalidades que tem provocado acidentes e causado mortes!

Desfile Cívico

O Desfile Cívico Escolar em Rio Bonito (07/05) foi marcado por cobranças e homenagens. As cobranças vieram do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) que reivindicam há cerca de 20 anos, uma série de benefícios para os profissionais do setor. Entre várias homenagens, a mais marcante foi da Escola Municipal Márcio Duílio Pinto, que homenageou a atriz do Projeto “Lona na Lua”, Raphaela Dias, que faleceu no último dia 1º de maio.

Maranathá

A galera que organiza o Maranathá, uma ferramenta que tem sido fundamental na recuperação de dependentes químicos, merece uma menção honrosa! Junto com a Pastoral da Sobriedade, essa rapaziada tem feito um trabalho silencioso, mas muito interessante e eficiente! Parabéns aos envolvidos e muitas bênçãos de Papai do Céu!

Michel Teló

Ao término do show que embalou Silva Jardim no último dia 8 de maio, Michel Teló falou do sucesso do Brasil no exterior e comentou que isso aumenta a auto-estima do brasileiro. Declaração apropriada para a “Terra do Capivarí”, já que o prefeito Marcello Zelão tem feito um trabalho eficiente de recuperação da auto-estima do silvajardinense. Entretanto, para Teló e Zelão nós deixamos um recado: “um povo só consegue mudar quando a mudança vem de dentro”.

Escola Criar

Mais uma vez a Escola Criar foi destaque no Desfile Cívico de Sete de Maio. Além da bela apresentação da banda, os alunos trouxeram um manifesto a favor do meio do Meio Ambiente e um pedido por mais atenção para a Serra do Sambê, que enfrenta problemas com incêndios e desmatamentos. Se a atual geração é irresponsável, essa não é a postura das gerações futuras.

Outros destaques

O Desfile Cívico Escolar também contou com a estreia da simpática creche Maria Joaninha. Parabéns às famílias que participaram! A persistência da banda do Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça, que apesar da chuva não abriu mão de fazer parte da sua apresentação, também merece destaque! Em tempo de falta de limites, o Colégio Maurício Kopke trouxe, numa das faixas, um recado oportuno: “É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais”. Fato!  

Trânsito

Atenção motorista riobonitense, para guiar um carro é indispensável saber usar um dispositivo chamado “Comando de Seta”, que, curiosamente, não é um enfeite. Estamos falando daquela paleta que existe por trás do volante, geralmente à esquerda. Funciona assim: quando você vai entrar para esquerda, ela deve ser tracionada para baixo, mas se você vai entrar à direita, deve empurrá-la para cima!

Falando nisso...

... É impressão nossa, ou Rio Bonito é a única cidade do Brasil onde o motorista que está na rotatória precisa parar para os demais? A preferência na rotatória, em qualquer parte do país, é de quem está dentro dela, mas essa não é a nossa realidade!   

Casimiro de Abreu

No dia 25 de maio, no seu perfil no Facebook, o prefeito Antonio Marcos, de Casimiro de Abreu anunciou as atrações que a tradicional festa da cidade, realizada em setembro, oferecerá para a população: Trazendo a Arca; Gustavo Lima; O Rappa e Ivete Sangalo. A festa da Melhor Idade contará com The Fevers. A cidade irá sediar o Rio São Paulo de Showbol (Fluminense x Santos e Flamengo x São Paulo).

Sofrimento

No último dia 04/05 os servidores municipais estavam indignados com o fato de não conseguirem receber os seus caraminguás. Aliás, segundo essas fontes, apenas o servidor contratado conseguiu botar a mão no “faz me rir”. As reclamações de clientes e usuários da Caixa Econômica Federal (CEF), agência de Rio Bonito, são direcionadas ao péssimo atendimento. O problema, porém, já se tornou corriqueiro. Vale destacar que quando a Prefeitura negociou a folha de pagamento com a CEF (2008), os problemas são muitos e ninguém resolve.

Equívoco e frouxidão

Dia desses, um desavisado teve a infelicidade de nos dizer que isso acontece por culpa da imprensa. Analisando a fala desse cidadão percebemos que ele não está tão errado, porque essa é a realidade do nosso país. As pessoas pensam que a imprensa é uma espécie de fiscal do serviço público. Coisas de Brasil, um país onde a oposição é ridícula, as entidades reguladoras e fiscalizadoras inexistem, a confiança no Judiciário está minada e o povo é amordaçado ou conformado!

Absurdo I

No dia 14 de outubro de 2009, o governador Sérgio Cabral esteve em Rio Bonito. Sob vaias dos topiqueiros, ele prometeu dar um banho de asfalto na cidade e realizar várias obras. Ele tentava a reeleição. Na oportunidade, o governador assinou, junto com o prefeito, um convênio de INTENÇÕES (o inferno está cheio delas) para que essas obras fossem realizadas.

Absurdo II

Como de praxe, o governador mandou menos da metade do que prometeu, mas é o prefeito que carrega a culpa de não ter realizado as obras prometidas. Seria um castigo pelas acusações que ele faz ao Legislativo das coisas que ele é o verdadeiro culpado? Mas não vem ao caso! Vamos destacar que talvez seja por conta disso que quando esses oportunistas do Estado querem vir a Rio Bonito, o prefeito não dá a devida importância! Diante disso, o cínico deputado de Saquarema e sua trupe dizem que “Mandiocão não aceita ajuda”.

Absurdo III

O prefeito José Luiz tem um monte de defeito, mas para nós o pior deles é não tomar a iniciativa de vir a público explanar essa história. Parte dessa omissão pode ser atribuída às eleições desse ano, onde todos os grupos políticos estão almejando o apoio de “espertinho Cabral”.

Conclusão

O oportunismo político nasce do seio do povo e quando alguém desse povo passa a exercer um cargo eletivo, ele leva consigo esse oportunismo. Histórias como essa explicam o porquê de muita coisa feia que vemos por aí!

Pág. 7 - Ministério da Saúde aponta Rio Bonito como referência em Saúde para comitivas internacionais

Flávio Azevedo

Visitantes do exterior conheceram a UPA de Rio Bonito.
Na primeira semana de maio Rio Bonito foi visitado por delegações, do Canadá e do Equador. Os visitantes vieram, por indicação do Ministério da Saúde, conhecer os equipamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município. A cidade vem sendo referência pelos investimentos que tem recebido no setor, principalmente na cobertura do Programa de Saúde da Família, que garante aos moradores, acesso aos serviços de Saúde, que com a implantação de quatro novos PSFs chegará a 100% do território municipal.

Os primeiros a visitarem Rio Bonito foram os estudantes da École Nationale D'administration Publique (Universidade Nacional de Administração Pública), de Quebec, no Canadá. Cerca de 30 alunos percorreram equipamentos como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Centro de Saúde do Coração, o Hospital Regional Darcy Vargas, a Unidade de Atendimento de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) a Residência Terapêutica e as unidades do Programa Saúde da Família (PSF) do Boqueirão e Lavras. O grupo foi acompanhado pelo Prefeito José Luiz Antunes, o Vice Matheus Neto e Secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra.

Rio Bonito foi indicado como referência pelos governos, federal e estadual, por contar com os pontos de atenção da rede de saúde de médio porte. De acordo com o coordenador do grupo, professor, Rémy Trudel, a visita foi importante para entender a relação entre o SUS e o setor privado.
– O objetivo para nós é observarmos como articulam o setor publico com o privado e não o inverso. Os sistemas universais de saúde estão todos em estado de perigo a menos que acham formas adequadas para usar o setor privado, mas dentro das orientações do setor publico. Eu fui ministro de Saúde de Quebec e posso dizer que o país mais avançado em matéria de contratualização entre esses setores é o Brasil – comentou.

Visita equatoriana

Representantes do Ministério da Saúde do Equador também estiveram em Rio Bonito para visitar a Sala de Amamentação e Posto de Coleta de Leite Humano, que funciona no Ambulatório Municipal Manoel Loyola Silva Júnior, na Mangueirinha. O grupo conheceu o funcionamento da unidade, ficou impressionado com o trabalho realizado e vai adaptar ao modelo equatoriano, os dados positivos percebidos durante a visita.

Segundo a secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra, o trabalho no município vem sendo feito para que o serviço público oferecido seja de qualidade. “Em cada cantinho, em cada unidade tem uma equipe acreditando nesse sonho e lutando diariamente por isso. Nós temos gente, tanto na figura do prefeito como na do vice-prefeito, pessoas que acreditam que é possível fazer um SUS público, universal e que garanta acesso com qualidade a todos”.

Pág. 7 - Saúde de Rio Bonito – Padrões “europeus” ou “africanos”?

Os governos, federal e estadual, são incompreendidos, e, por vezes, chamados de “doidos” ou “tendenciosos” por darem nota 10 para a Saúde de Rio Bonito. Aliás, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes disse em recente entrevista ao Bom Dia Rio (TV Globo) que a secretária de Saúde Maria Juraci Dutra, está “revolucionando” a Saúde de Rio Bonito.

Enquanto a situação colhe os louros da declaração do secretário, a oposição, até com certa razão, assegura estar sendo vítima de um complô que pretende esconder, entre outras coisas, as mazelas do setor (elas existem).

Não podemos deixar de destacar que não são poucas as pessoas que reclamam do nosso hábito de simplificar as coisas. Estamos falando de situações que parecem muito complexas, mas que quando analisadas percebe-se que o bicho não é tão feito quanto parece!

Vale destacar que governo e população analisam a Saúde de forma diferente. Ao contrário dos usuários, o governo não centraliza as suas avaliações nas pessoas e profissionais, mas nos equipamentos.

Um município de cerca de 50 mil habitantes, que conta com um Centro de Tratamento de Câncer, uma UPA, um hospital equipado com CTI, Postos de Saúde com PSFs e ESFs (em quase todos os bairros), um Banco de Sangue, um Centro de Reabilitação, Banco de Leite Humano, Laboratório, CAPs, Clínica de Hemodiálise (CDR), Casa Terapêutica, Centro Odontológico, entre outros equipamentos, está sendo, na visão do governo, muito bem atendido pelo SÚS.

O amigo dirá: “Mas esses equipamentos não funcionam!”. Bem, esse é outro tema e aos governos não interessa analisar.

Conclusão: A população não está errada quando não vê qualidade na Saúde oferecida. Contudo, quando insiste em dizer que a coisa não está ruim, o governo também não está errado. Os critérios de análises é que são diferentes. A população avalia as pessoas (profissionais), o governo avalia prédios, equipamentos e recursos dispensados!