terça-feira, 4 de outubro de 2011

Roleta Russa! Uma hora ela dispara!

Por Flávio Azevedo - Reflexões

Quem será o próximo riobonintense vítima do relaxamento administrativo das autoridades?
Na manhã dessa terça-feira (04/10), encontro no Facebook um texto do advogado Luis Gustavo Martins, que tem ladeado conosco e outros amigos na luta pela Segurança Pública de Rio Bonito, narrando que nas primeiras horas de hoje, a residência de uma senhora de 86 anos, moradora da Rua Vereador Joaquim de Castro (mais conhecida como subida do Boqueirão), no Centro, foi invadida por três homens armados em busca de jóias, dinheiro e armas.

Ele continua o relato dizendo que imediatamente ligou para o 190 (número de emergência da Polícia Militar) que chamou até cair. Ele liga novamente e quem atende informa que já está recebendo o comunicado por algum familiar da vítima. O advogado se dirige ao local e ao chegar não vê os políciais militares. Ele faz contato com o comandante do 35º Batalhão de Polícia Militar de Itaboraí (que comanda a 3ª CIA da PM de Rio Bonito), coronel Danilo Nascimento, que além de tentar justificar o injustificável, ainda apresenta aquelas velhas e manjadas desculpas da falta de efetivo e outras coisas.


Parte do relato

8h5min8h5min – ligo para o Cel Danilo Comandante Geral do 35º BPMERJ em Itaboraí, e informo o fato e a ausência inexplicável da polícia até aquele momento, cobrando dele uma posição como Comandante do Batalhão. Ele tenta explicar o quantitativo de viaturas, outras ocorrências e toda aquela "ladainha" que já conhecemos. Disse-lhe de forma incisiva que aquilo não me interessava e como cidadão exigia a presença da polícia no local. Ele pediu que eu aguardasse.

8h25min – Coronel Danilo retorna a ligação para perguntar o endereço e o nome do policial que havia me atendido, quando então lhe interrompo e digo a ele que já passada quase 1 hora da comunicação do assalto a polícia ainda não havia chegado o que era uma VERGONHA, e que como cidadão, entendia que em Rio Bonito a PMERJ não tinha comando. Daí em diante o diálogo é rispido, ele tentando justificar o injustificável, e eu querendo que a polícia militar faça apenas o seu serviço.

Saio do local ás 8h35min sem a presença da polícia.

Conclusão

Ontem (03/10/2011), durante a reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), na Câmara Municipal, os policiais que estavam por lá disseram que os índices de roubo a veículos aumentaram. Mais tarde, em conversa com amigos, eu descobri que em Tanguá aconteceu o mesmo. Pela narrativa de Gustavo Martins e pela matéria que produzimos sobre roubos na Zona Rural de Rio Bonito, na última edição do jornal “O TEMPO EM RIO BONITO”, parece que os assaltos a residências também voltaram a acontecer.

Fica então a pergunta: QUEM SERÁ O AMÉRICO DA VEZ? Você? Eu? Algum dos nossos familiares? Algum dos nossos amigos? Essa situação me faz lembrar aquele jogo chamado “Roleta Russa”, onde os participantes colocam apenas uma bala em uma das câmaras de um revólver. O tambor da arma é girado, fechado e a localização do projétil é desconhecida. Os participantes apontam a arma para suas cabeças e atiram, correndo o risco da provável morte, caso a bala esteja na câmara engatilhada.

Penso que todos os dias acordamos com uma arma apontada para as nossas cabeças. Ela é disparada e, ás vezes, nem sabemos. Uso o exemplo da juíza Patrícia Acioli, que sem saber, já tinha escapado de duas emboscadas, antes da fatídica noite do dia 11 de agosto, quando os marginais conseguiram alcançar os seus objetivos de tirar a vida da magistrada!

Termino essas reflexões com a manchete do jornal “O TEMPO EM RIO BONITO”, edição de maio (nº 15). Vamos esperar para ver, “QUEM SERÁ O PRÓXIMO”!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Imbaú assume liderança do Grupo B no Silvajardinense de futebol

Flávio Azevedo

Contando com os três pontos da sua vitória sobre o lanterna Caxito (2x1), e o tropeço do Boqueirão, que empatou com Varginha (0x0), o Imbaú chegou aos 16 pontos e lidera o Grupo B do Campeonato Municipal Silvajardinense de 2011. Já no Grupo A, o líder Mato Alto empatou com o PDS (1x1), mas se manteve na liderança por conta do empate entre Varginha e Boqueirão.

O Fazenda Brasil venceu o Ramos (2x1), alcançou os 10 pontos e continua vivo na luta pela classificação. Já o Ramos, parado em sete pontos, precisa vencer todos os seus jogos e torcer pelo tropeço dos adversários. Cidade Nova e Só Lazer ficaram num empate sem gols que não foi bom para nenhuma das duas equipes. O destaque da 2ª rodada do returno foi a partida entre União e Meninos da Vila, que não aconteceu porque o árbitro não compareceu.

Segundo a Liga Silvajardinense de Desportos essa partida será realizada no dia 12 de outubro, feriado do Dia das Crianças.

Na próxima rodada (09/10), a partir das 15h, os times voltam a campo para a terceira rodada do returno. O Meninos da Vila recebe o Caxito, para fazerem o jogo dos desesperados. O líder Mato Alto enfrenta, fora de casa, o Imbaú numa partida que promete ser uma das melhores da competição; e o Cidade Nova, joga em casa contra o vice-líder Varginha.

O Boqueirão recebe o Fazenda Brasil, o União visita o Ramos em busca da reabilitação e o Só Lazer joga, fora dos seus domínios, com o PDS.

Grupo A

Time
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
Mato Alto
15
7
4
3
0
14
5
9
Varginha
14
7
4
2
1
13
5
8
Fazenda BRA
10
7
2
4
1
13
8
5
Só Lazer
8
7
2
3
2
7
9
-2
União
4
6
1
1
4
4
8
-4
Caxito
1
7
0
1
6
6
19
-13

Grupo B

Time
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
Imbau
16
7
5
1
1
11
2
9
Boqueirão
14
7
4
2
1
11
2
9
PDS
14
7
4
2
1
9
5
4
Ramos
7
7
2
1
4
5
11
-6
Cidade Nova II
6
7
1
3
3
4
6
-2
Meninos da Vila
1
6
0
1
5
3
17
-14

Dor de cabeça do advogado adia julgamento da viúva da Mega-Sena

O advogado Jackson Rodrigues (à esquerda) apresentou um atestado e provocou o julgamento da Viúva da Mega-Sena
A juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, adiou mais uma vez o julgamento da ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, viúva do milionário Renné Senna. O julgamento estava marcado para as 10h desta terça-feira. A decisão da magistrada teve como base uma petição protocolada em juízo às 13h30m desta segunda-feira, na qual o advogado de Adriana, Jackson Rodrigues, alega que fortes dores de cabeça — em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) que teve recentemente — o impediriam de comparecer ao júri.

Além de Adriana, seriam julgados a personal trainer Janaína Silva de Oliveira, e os PMs Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, o China. O julgamento foi remarcado para o dia 28 de novembro. No fax encaminhado pelo advogado Jackson ao cartório há um atestado médico que diz que ele precisa de 40 dias de repouso, devido à "doença neurológica incapacitante".

Em sua decisão, a juíza demonstra insatisfação com mais um adiamento do julgamento - o quinto. "Em que pese a gravidade da enfermidade ora noticiada e até mesmo em função de tal fato, há de se considerar que o adiamento ora requerido se mostra extremamente prejudicial ao andamento do processo que, vale dizer, diz respeito a crime de homicídio qualificado perpetrado em 07 de janeiro de 2007, tendo transcorrido mais de quatro anos desde a referida data, sem que tenha sido possível a realização da sessão plenária de julgamento de quatro dos réus pronunciados. Não se afigura minimamente razoável o longo prazo transcorrido desde o assassinato da vítima Rene Senna, sem que tenha havido o necessário julgamento de quatro dos réus, valendo ressaltar que o julgamento pelo Tribunal do Júri de pessoas acusadas por delitos que atentem contra a vida constitui uma garantia constitucional do próprio réu, não sendo possível, portanto, adiamentos sucessivos, por prazo indefinido da Sessão Plenária (...)".

Para evitar que o júri seja novamente adiado em novembro, a magistrada determinou que Jackson Rodrigues indique um advogado de sua confiança para representar Adriana na audiência, caso ele não esteja completamente recuperado, "tendo em vista a gravidade da enfermidade noticiada no atestado médico".

Fonte: G1

Viúva da Mega-Sena vai a júri popular amanhã (terça-feira - 4/10)

Adriana Almeida, viúva da Mega-Sena 
Amanhã  (terça-feira, dia 4 de outubro), a cabeleireira acusada de ser a mandante do assassinato do ganhador da Mega-Sena, Rennê Senna, Adriana Ferreira Almeida, 33 anos, conhecida também como ‘Viúva da Mega-Sena’, tem encontro marcado com a Justiça: ela vai a júri popular no Fórum de Rio Bonito. O julgamento acontece três dias antes de completar exatos quatro anos e nove meses do crime, ocorrido no dia 7 de janeiro de 2007. Adriana Ferreira, que à época era casada há pouco tempo com o ex-lavrador, sentará no bando dos réus juntamente com Janaína Silva de Oliveira, amiga de Adriana, e os PMs Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, que também teriam envolvimento no crime. O julgamento será conduzido pela juíza titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, Roberta dos Santos Braga Costa. De acordo com previsão do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), deve durar três dias.

No mês passado, a defesa de Adriana tentou fazer uma manobra para adiar o julgamento. O advogado Jackson Costa Rodrigues, que defende a ex-cabeleireira, entrou com recurso na Justiça de Rio Bonito alegando que, até o momento, seus pedidos de diligências não foram apreciados pela juíza. “O que eu questiono é que ela negou fazer as diligencias que eu pedi para averiguar os hospitais em que Rennê passou, provando que ela estava sempre ao seu lado, e, também, o rastreamento do celular dele. Isso iria mostrar para onde os assassinos foram depois do crime, provando que eles não se encontraram com Adriana”, argumentou o advogado. Outro ponto questionado por ele é o fato de o assistente de acusação, Marcus Rangoni, pedir o arrolamento de testemunhas. “Isso fere o Código Penal, pois apenas as partes do caso podem pedir testemunhas, ou até questioná-las, mas nunca acrescentar”, defendeu o advogado.

Na visão da promotora da 1ª Promotoria de Justiça de Rio Bonito, Priscila Naegele Vaz Xavier, responsável pela acusação, todas as diligencias pertinentes ao caso já foram permitidas e realizadas pela Justiça. “Estou com todas as provas do caso e irei apresentá-las ao júri para a apreciação. Embora a defesa esteja tentando suspender e adiar o julgamento, que é o papel dela, o Ministério Público confirma o julgamento e vamos fazer o possível para chegar ao final com a condenação de Adriana”, prometeu.

Adriana ao lado do advogado em um dos muitos depoimentos em Rio Bonito
Segundo a promotoria, Adriana teria mandado matar o marido para ficar com o dinheiro da herança, já que, com a separação, o milionário ira retirá-la do testamento. O ex-PM Anderson Sousa e o motorista Ednei Gonçalves, que mataram Rennê Senna a pedido da viúva, já foram condenados. Os dois cumprem pena de 18 anos desde 2009. Adriana Almeida, hoje, mora no apartamento que comprou em Arraial do Cabo, que está em seu nome e é o único bem da fortuna deixada por Rennê que ela ainda tem acesso.

A ex-cabeleireira, que responde pelo crime em liberdade, foi vista em Cabo Frio, na Região dos Lagos, há cerca de um mês, dentro de um carro guiado por uma pessoa não identificada. A informação foi dada por um morador de Lavras, em Rio Bonito, onde o ex-milionário foi assassinado.

‘O dinheiro muda as pessoas’

Em Rio Bonito, as opiniões divergem sobre o fim do caso. “Se ela (Adriana) fez isso que dizem (matou Rennê Sena), tem que pagar, ser condenada a pena máxima. Eu acho que foi ela. Por tudo que já disseram e mostraram, acredito que ela tenha mandado matar Rennê. Ele era uma cara tranquilo, na dele. E ela era manicure aqui na cidade, e era de paz também. Mas acho que o dinheiro pode mudar as pessoas. O dinheiro tem poder”, avaliou o aposentado Paulo César Andrade, 53 anos.

O funcionário público André Fernandez Pereira, 35, é do grupo que acredita na culpa da viúva. “Até hoje eu não vi uma prova que tirasse ela do centro da acusação do crime. Eu acho que ela tem envolvimento nisso tudo. A justiça tem que mostrar que ela funciona”, cobrou André Fernandez.

Fazenda

A Fazenda Nossa Senhora da Conceição
A Fazenda Nossa Senhora da Conceição, em Rio Bonito, que pertencia ao milionário da Mega-Sena, Rennê Senna, foi invadida no dia 14 de fevereiro de 2010 e os ladrões levaram móveis, eletrodomésticos, roupas e até o quadriciclo elétrico da vítima, que era deficiente físico. Atualmente, a fazenda está abandonada, sem qualquer tipo de manutenção. Na entrada principal, o mato está alto e a casa, que fica na entrada, está tomada por teias de aranhas.

Covardia

No bar onde o ex-milionário foi assassinado, na Estrada de Lavras, o dono, identificado como Luiz, presenciou a execução. “Foi uma covardia muito grande. Ele era indefeso, praticamente uma criança ”, lembrou o comerciante, que tem o bar há 36 anos e afirma não ter visto os rostos dos dois atiradores, já que estavam com capacetes.

Passo a passo do julgamento

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), na terça-feira a juíza Roberta dos Santos Braga Costa, titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, irá iniciar os trabalhos com a escolha do corpo de jurados. Dentre os 21 convocados, sete irão participar do julgamento. Os selecionados ouvirão o processo lido pela juiza antes de começar.

Primeiramente, serão ouvidos os acusados. Em seguida, as testemunhas de defesa e de acusação pelos promotores e advogados. Como são vários acusados sendo julgados ao mesmo tempo, ainda não foi definido quanto tempo cada parte terá para apresentar as argumentações. Ocasionalmente, poderá ser pedida a apresentação de vídeos, gravações telefônicas ou matérias jornalísticas que expliquem o fato aos jurados.

Depois disso, o advogado de defesa terá direito a réplica e a promotoria a tréplica. Então, todos irão para uma a sala reservada onde os jurados irão votar secretamente, condenando ou absolvendo os acusados. Depois, a juiza lerá o veredicto e promulgará a sentença, de acordo com a participação de cada um no crime.

Recordando

Em julho de 2005, Rennê Senna, 53, um lavrador e açougueiro, morador de Rio Bonito, acertou sozinho os seis números do prêmio da Mega-Sena, ganhando R$ 52 milhões. Rico, se casou com Adriana, 28, em janeiro de 2006. Um ano depois da cerimônia de casamento, Adriana comprou em seu nome uma cobertura em Arraial do Cabo, Região dos Lagos, no valor de R$ 300 mil, e não declarou na escritura que era casada com o então milionário. Por conta disso, o casal brigou e se separou, no dia 4 de janeiro de 2007. Três dias depois, o ex-lavrador foi morto com quatro tiros à queima-roupa em um bar da cidade. A ex-mulher torna-se a principal suspeita de ter mandado matar o marido e é acusada por Renata Senna, filha da vítima.

Fonte: O São Gonçalo