segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vereadores entram no Ministério Público contra presidente da Câmara de Itaboraí

O presidente da Câmara de Itaboraí, Lucas Borges
O ano legislativo promete começar quente em Itaboraí, especialmente para o presidente da Câmara Municipal, Lucas Borges (PMDB). O parlamentar terá que responder ao Ministério Público oito pedidos de informações, solicitado por outros vereadores da cidade, referentes ao uso e destino das verbas da Casa, sem explicação desde o ano passado.

O grupo, composto pelos vereadores Carlinhos da Farmácia (PSDC), Alzenir Santana (PRP), Levi do Mercado (PR), Elson Paes (PR), Niodir Sales (PP), Moadir da Faraó (PMDB) e Geraldo Saraiva (DEM), assinaram e entregaram os documentos a um advogado particular, que deu entrada na procuradoria da Câmara e também no MP.

Os parlamentares querem informações como a listagem de funcionários ativos da Câmara, sobre o envio de prestações de contas, previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre as informações solicitadas pelo grupo de parlamentares, estão os dados sobre a empresa vencedora da licitação para o fornecimento de combustíveis ao legislativo e de outras que prestam serviços para a Câmara. “É um absurdo trabalharmos na Câmara, defendendo os interesses da população e não termos informações do que está acontecendo com o dinheiro do orçamento”, afirmou Levi do Mercado.

O presidente da Câmara Municipal, Lucas Borges, não foi encontrado para comentar as medidas adotadas pelos sete vereadores.

Fonte: O São Gonçalo

Como ser ressarcido em caso de apagão e oscilação da energia

Com o forte calor e o aumento do consumo de energia elétrica no verão, cresce o risco de apagões como os que ocorreram nos estados do Nordeste e em São Paulo. Assim, clientes de concessionárias devem ficar alertas em caso de problemas com a possível interrupção do abastecimento. A Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) orienta que se houver danos em equipamentos elétricos por conta da oscilação da energia, o consumidor prejudicado deve procurar imediatamente a empresa. Pelo Código de Defesa do Consumidor, elas são obrigadas a ressarcir os prejuízos.

De acordo com a associação, o cliente tem o prazo de até 90 dias corridos, a partir data do dano elétrico em seu equipamento, para pedir o reembolso. Para fazer isso, ele precisa ser o titular da conta de luz, ou o representante legal. Ao formalizar a reclamação é necessário registrar e guardar o número do protocolo da queixa. A concessionária fará vistoria para avaliar a extensão dos danos provocados pela queda de energia. Para geladeiras e freezers danificados, que tivessem alimentos armazenados ou medicamentos, a vistoria deve ser realizada em um dia.

Entrar com ação na Justiça, segundo a Proteste, com base no Código de Defesa do Consumidor, deve ser a última alternativa dos proprietários dos aparelhos danificados. O ideal é tentar resolver o problema por meio de acordo.

AÇÃO NA JUSTIÇA - Em caso de ação, se o prejuízo for de até 40 mínimos (R$ 21.600), é possível entrar com processo no juizado especial cível. Até 20 mínimos (R$ 10.800), não é preciso ter advogado.

ALIMENTOS ESTRAGADOS - É possível pedir o ressarcimento de alimentos estragados devido ao dano no eletrodoméstico, embora isso não esteja especificado em resolução da Aneel.

Fonte: O Dia

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Confira os convidados de amanhã do Programa "O Tempo em Rio Bonito"

Convidados de amanhã (13/02), do programa "O Tempo em Rio Bonito": a equipe da revista "Cidade em Foco" e o secretário municipal de Esporte e Lazer de Rio Bonito, Ronen Antunes. O programa começa sempre às 9h, na Rádio Sambê FM (98,7). Você é nosso convidado! Quem preferir ouvir pela internet é só acessar www.radiosambefm.com.br

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

José Padilha afirma que não haverá 'Tropa de Elite 3'


Os atores Wagner Moura, Maria Ribeiro
e o diretor José Padilha, durante a exibição
de 'Tropa de Elite 2', em Berlim.
 (Foto: AFP)
 O diretor José Padilha descartou nesta sexta-feira (11) a possibilidade de rodar uma terceira sequência do filme "Tropa de elite", durante a sessão Panorama no Festival de Berlim. "Já contei tudo o que queria dizer sobre a violência", afirmou o cineasta em entrevista coletiva realizada após a exibição do filme na capital alemã.

De acordo com o diretor, a segunda parte "se complementa muito bem com a primeira, explora a corrupção dentro da Polícia brasileira de outro ponto de vista, porque aqui ficam visíveis as manipulações políticas. Se o primeiro filme descrevia as relações entre a Polícia e os traficantes, a sequência vai além e conta as relações entre policiais e políticos, e como os políticos manipulam a Polícia para conseguir seus interesses", argumentou Padilha.

No entanto, Padilha considera que "não tem imaginação", porque "de uma forma ou de outra, tudo o que está neste filme aconteceu na vida real": "o que você vê é o que acontece nas ruas das grandes cidades brasileiras".

O Capitão Nascimento é o personagem vivido pelo ator
Wagner Moura. Ele desperta amor e ódio no telespectador
Sobre a corrupção, Padilha afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "fracassou completamente" na luta contra esta praga social, apesar de ter conquistado vários sucessos no âmbito econômico e alcançou o apoio majoritário do povo.

O diretor brasileiro também teve a oportunidade de mostrar-se satisfeito por voltar ao Festival de Berlim, onde recebeu um Urso de Ouro em 2008. "Amo Berlim. Amo este festival e estava ansioso por projetar aqui meu filme", assinalou Padilha, que assegurou que o Festival de Berlim é "o melhor de todos os eventos" porque permite a entrada de espectadores normais e não só público especializado e jornalistas.

Fonte: G1

Megaoperação prende policiais corruptos no Rio de Janeiro

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame
A megaoperação da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Polícia Federal deflagrada no Rio na manhã da sexta-feira (11 de fevereiro 11) já prendeu 30 pessoas, sendo 22 policiais. A ação investiga o envolvimento de policiais com traficantes, milícias e a máfia dos caça-níqueis. Eles receberiam propina para passar informações de operações a criminosos e venderiam material apreendido. Entre as apreensões desviadas estaria parte do que foi encontrado no Conjunto de Favelas do Alemão, em novembro do ano passado.

Para chegar aos suspeitos, a polícia contou com a ajuda de informantes, escutas telefônicas, fotografias e filmagens. A ação conta com 580 agentes e visa cumprir 45 mandados de prisão e 48, de busca e apreensão, em bingos, residências e estabelecimentos comerciais. Com lanchas, agentes também fazem buscas na Baía de Guanabara atrás de corpos de possíveis vítimas de milícias. Entre os procurados, 30 são policiais civis, militares e delegados. "O objetivo primário da operação é alcançar policiais que vazam informações a grupos de criminosos. Em 2009, uma operação tinha objetivo de prender um dos líderes da Rocinha. A operação vazou e o vazamento foi investigado. A partir de uma prisão, a PF conseguiu avançar na investigação o que gerou a Operação Guilhotina", explicou o superintendente da PF, Angelo Fernando Gioia, em entrevista coletiva na sede da PF nesta manhã.

Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, entre os investigados na ocasião estavam 10 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ele lembra ainda que uma pessoa presa em Macaé acabou servindo de testemunha. "Não vou abrir mão de qualquer tipo de parceria, de quem quiser me ajudar. O problema do Rio é antigo e sério e, graças a Deus, temos encontrado parceiros e acredito ter dado respostas à  sociedade. Se eu fizesse sozinho, prenderia 9,10,11 pessoas. Polícia nenhuma do mundo vira a página enquanto tiver em seus cargos esse tipo de gente", resumiu Beltrame.

Delegado envolvido

Em nota oficial, a prefeitura do Rio anunciou nesta manhã que vai exonerar o delegado Carlos Oliveira, que, há pouco mais de um mês, assumiu a subsecretaria de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública. Ele é um dos procurados na operação. "Ele ja tinha saido da policia. A situação dele está posta e está muito ruim. O que mais interessou foi saber quem estava fazendo. Se vendeu um ou 10 fuzis, a gravidade é a mesma", disse Beltrame, que disse não saber especificar o que ele fazia.

A delegada Márcia Becker chegou à sede da PF nesta manhã para prestar esclarecimentos. Ela era titular da 22ª DP (Penha) durante as ações na Vila Cruzeiro e no Alemão, em novembro do ano passado, e já esteve à frente da Delegacia de Repressão a Armas e Entorpecentes (Drae) e da 17ª DP (São Cristóvão). No início da ação, agentes vasculharam armários das delegacias da Penha e de São Cristóvão. De acordo com a Secretaria, os agentes procuraram, sobretudo, materiais que podem reforçar as acusações contra os suspeitos.

O chefe de Polícia Civil do Rio, Alan Turnowski, foi chamado nesta manhã (11 de fevereiro) para prestar esclarecimentos sobre as investigações. De acordo com a Secretaria, a ação foi comandada pelo órgão e Turnowski pode ajudar nos trabalhos. Em entrevista, Beltrame reiterou a confiança em Alan Turnowski.

Investigações


Segundo a Secretaria, a ação teve início em 2009, quando agentes tentavam prender o traficante Roupinol, comparsa do traficante Nem, na Rocinha. Na ocasião, policiais do estado do Rio atuaram junto com agentes da Polícia Federal de Macaé, no Norte Fluminense, depois de um vazamento de informações.

Com três testemunhas e um farto material, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, chegou a ir a Brasília pedir à chefia da Polícia Federal que fosse feita uma parceria entre as forças de segurança, já que a PF também havia participado da operação conjunta há quase 2 anos e seguia investigando o grupo.

Participam da ação desta sexta, além de policiais federais e agentes da Secretaria, a Corregedoria Geral Unificada e o Ministério Público Estadual.

Fonte: G1

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro define as primeiras sete CPIs a serem abertas

O deputado estadual Marcelo Freixo
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) definiu ontem as sete primeiras Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que vão funcionar simultaneamente na atual legislatura. A criação das CPIs obedeceu a ordem de protocolo e as prerrogativas legais para a instalação de comissões de inquérito, como número de membros, por exemplo. Cada CPI que for instalada terá prazo de 90 dias para trabalhar, podendo prorrogar por mais 60 dias.

Entre elas, está a CPI do Tráfico de Armas e Munição, de autoria de Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT). Ela deverá ser instaurada na próxima semana, quando começará os trabalhos. “Aguardo agora os partidos que têm representação na Casa indicarem mais três quadros para compor a comissão, que deverá ter cinco membros. Isso ocorrerá na próxima semana. Eu presidirei a CPI e Wagner será o relator. A idéia de investigar o tráfico de armas e de munição surgiu durante a ocupação pela Polícia Militar do Complexo do Alemão, em novembro passado. Queremos saber de  onde sugiram aquelas armas e qual o caminho percorrido por elas. Além disso, queremos saber as condições de trabalho do Instituto de Criminalística Carlos Éboli e as fronteiras do estado. A CPI das Armas, feita pelo Congresso Nacional na legislatura passada nos serve de inspiração”, informou Freixo.

O deputado estadual Wagner Montes
Segundo o psolista, na violência do Rio de Janeiro, o que o diferencia dos demais estados brasileiros é o armamento pesado e a facilidade com que este chega às mãos dos criminosos.

O regimento interno da Assembleia permite o funcionamento simultâneo de sete CPIs. Ao todo, tinham sido protocolados na instituição o pedido de instauração de 25 comissões de inquérito desde a abertura dos trabalhos, no último dia 3. A primeira a ser instaurada, de autoria do deputado Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), investigará as circunstâncias, os fatos, as omissões, negligências e imprevidências de agentes políticos, públicos e terceiros que  provocaram a tragédia na Região Serrana.

Outra CPI que será instaurada, de autoria do deputado André Corrêa (PPS), vai investigar o uso de escutas clandestinas no estado. A terceira, sobre a emissão de carteiras de estudantes falsas, é do deputado Rafael Picciani (PMDB). O deputado André Lazaroni (PMDB) conduzirá uma investigação sobre denúncias de ganhos indevidos de distribuidoras de energia elétrica decorrentes de erro tarifário, e o deputado Coronel Jairo (PSC) pretende comandar investigação para inibir a comunicação externa de presos sob custódia no estado.

Integra a lista, ainda, a CPI que vai investigar denúncias contra o 9º Cartório do Registro Geral de Imóveis, de André Corrêa. A apuração irá complementar as atividades iniciadas pela CPI que investigou denúncias de vendas de sentenças, que foi relatada pelo parlamentar na última legislatura.

A Casa chegou a publicar a criação de uma oitava comissão de inquérito, a pedido do deputado Sabino (PSC), que queria acompanhar a arrecadação dos royalties do petróleo recebidas por municípios do estado, mas o parlamentar solicitou a retirada da iniciativa, para transformá-la em Comissão Especial.

Agora os líderes das bancadas farão sugestões de membros para cada uma das comissões de inquérito. Os nomes serão submetidos ao presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), que baixará atos normativos com os integrantes de cada grupo, de acordo com as indicações recebidas. As CPIs terão dez dias para serem instaladas após a publicação dos atos. Na instalação, serão eleitos o presidente, vice-presidente e o relator do inquérito.

Fonte: jornal O Fluminense

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ex-jogador de futebol Bebeto, dá goleada de competência na Alerj

Bebeto em ação no plenário da Alerj
 No Rio, o companheiro de Romário no ataque tetracampeão mundial pela Seleção tem tido boas atuações na Assembleia Legislativa. Mal assumiu como deputado estadual, Bebeto (PDT) apresentou quatro projetos de lei e é figura cativa na Alerj - ao contrário de Romário, que já trocou sessão por partidas de futevôlei na Barra da Tijuca.

No último dia 8 de fevereiro, por exemplo, Bebeto chegou cedo à Alerj, às 8h - com uma hora de antecedência para a reunião da mesa diretora, da qual é segundo suplente. Em plenário, não é visto em rodinhas, mas, como nos tempos de craque, está sempre atento à movimentação dos companheiros. E, a julgar pelas propostas elaboradas, Bebeto já mostra entrosamento com o novo time e aprende a se deslocar em campo.

Num dos projetos, ele propõe que Light e Ampla só vistoriem medidores depois de notificar os clientes e, mesmo assim, com o aviso de recebimento da correspondência em mãos. Além disso, quer que os inadimplentes sejam informados de cortes de energia com 24 horas de antecedência.

Bebeto também arriscou outros chutes a gol, como desconto de IPVA para condutores sem infrações, exames toxicológicos em jovens de 10 a 18 anos nas escolas públicas e detectores de metais em casas lotéricas. Já o antigo companheiro de ataque, Romário, deputado federal, segue sem apresentar projetos.

Romário

Romário no Congresso Nacional
Ele, enfim, reapareceu em campo. Nesta terça-feira, dia de votação, ele vestiu terno e se apresentou na Câmara dos Deputados. A sessão, de presença obrigatória, exigiu pouco do Baixinho. O primeiro item da pauta, a medida provisória que cria o bolsa-atleta, foi aprovada simbolicamente e remetida para o Senado.

Sisudo, Romário chegou a conversar com três deputados, prestou atenção às discussões e deixou o plenário no fim da sessão, às 19h46m. As outras votações foram adiadas, entre elas, a da MP que homologa a Autoridade Pública Olímpica para as Olimpíadas do Rio. Esta foi a segunda "partida oficial" do Peixe em Brasília. Por ora, ele não disputou nenhum amistoso nas sessões que não são deliberativas, sem presença obrigatória.

Fonte: jornal Extra

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Entrega do Imposto de Renda 2011 começa em 1º de março

Por Flávio Azevedo

Começa no próximo dia 1º de março, e vai até 29 de abril, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2011, que tem como ano-base 2010. De acordo com a Receita Federal, quem perder o prazo estará sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74. Em 2011, a grande novidade é o fim da possibilidade de entregar a declaração via formulário. O término da correção da tabela do Imposto de Renda (IR) também é outra mudança para este ano.
A declaração do imposto poderá ser enviada pela internet, por meio da utilização do programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), ou via disquete (nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal). Especialistas e técnicos da RF ressaltam que é importante o contribuinte saber que em 2011, pela primeira vez, não será permitida a entrega via formulários.
De acordo com a RF as pessoas físicas que estão obrigadas a apresentar a declaração são aquelas que em 2010 receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 22.487,25. Quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil, no ano de 2010 deverá a apresentar a declaração.
Também é obrigatória a entrega para quem obteve, em qualquer mês de 2010, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. Quem tiver a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro do ano passado, de bens ou direitos, inclusive, terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR em 2011.
A obrigação com o Fisco se aplica ainda, para quem passou à condição de residente no Brasil, em qualquer mês deste ano, e que nesta condição se encontraram em 31 de dezembro de 2010. A regra também vale para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente, sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.
Ainda segundo a RF, está obrigado a declarar o IR, quem teve, em 2010, receita bruta em valor superior a R$ 112.436,25 oriunda de atividade rural. O documento tem de ser entregue por quem pretenda compensar, no ano-calendário de 2010 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2010.
A Receita Federal lembra que os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: simplificado ou completo. A regra para fazer a declaração simplificada permanece: desconto de 20% na renda tributável. Este desconto substitui todas as deduções legais da declaração completa. Em 2011, o limite do desconto é de R$ 13.317,09. Em 2010, o limite foi de R$ 12.743,63.

Deduções

No caso da dedução por dependentes, possível apenas por meio da declaração completa, o valor subiu de até R$ 1.730,40 em 2010 para até R$ 1.808,28 no ano que vem. Nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite individual de dedução passou de até R$ 2.708,94, em 2010, para até R$ 2.830,84 no próximo ano.
Para despesas médicas, as deduções continuam sem limite máximo. Podem ser deduzidos pagamentos a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, além de exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias.

O contribuinte se prepara

Impostos, seja lá qual for, geralmente desagrada o contribuinte
A aposentada Jussara Fagundes, 65 anos, moradora do Centro, disse que já está com tudo preparado para a confecção da declaração do Imposto de Renda. Ela comenta que está habituada a preparar o imposto e deixa uma receita para aqueles que não estão isentos do imposto.
– O grande problema é que as pessoas são desatentas, coisa de brasileiro, que deixa para resolver tudo em cima da hora. Eu estou cuidando do meu IR desde o ano passado. Anoto cada coisa, guardo notas fiscais, é como se eu fizesse um pedaço da declaração a cada mês. Já procurei o contador e ele recebeu material praticamente pronto – contou a aposentada, que concluiu dizendo que “conheço um monte de gente que tem raiva do IR, preenche a declaração errada e em cima da hora e depois bota a culpa no contador, que não pode ser responsabilizado pelo relaxamento do cliente”.
O delegado do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), José Américo dos Santos, disse que as recomendações para os clientes permanecem. “Quanto mais cedo a declaração for preparada, menores serão as chances de acontecer erros na confecção do documento. Caso ocorra algum equívoco, certamente vai ficar mais fácil fazer os acertos necessários na declaração”, orientou o delegado, destacando que o contribuinte deve ficar atento ao fato do mês de fevereiro ser mais curto.

Viúva da Mega-Sena é processada por indignidade

 
Adriana Almeida, viúva de Renné Senna, chega ao Fórum de Arraial do Cabo (RJ) / Foto: Bruno Gonzalez
Renata Senna, filha do milionário da Mega-Sena Renné Senna, morto em 2007, entrou com um processo de indignidade para que a viúva Adriana Almeida, acusada de ser a mandante do crime, perca o direito sobre a herança.  Adriana foi citada na tarde da última quarta-feira (2), quando esteve no Fórum de Arraial do Cabo, para depor em outro processo, em que é acusada de falsidade ideológica.
“Tínhamos um prazo de quatro anos para entrar com essa ação e esperamos até o último momento. Se for comprovada a indignidade, ela perde os direitos do testamento e a parte dela passa para a outra beneficiada, que é a Renata”, explica o advogado Marcus Rangoni, que defende a filha do milionário.
A defesa da viúva alega que vai entrar com um pedido para arquivar o processo por acreditar que ele está fora de prazo. “Ele (o advogado de Renata) deu entrada no processo antes, mas ela só foi citada depois de quatro anos da morte dele. Para que ela seja considerada indigna, ela tem que ser condenada criminalmente antes. Na pior das hipóteses, se a Justiça não arquivar, pelo menos tem que suspender a ação até o veredicto na questão criminal”, rebate o advogado de Adriana, Jackson Costa.

Falsidade ideológica
O casal Renné Senna e Adriana Almeida
 
No processo de falsidade ideológica, a viúva é acusada de omitir sua relação com Renné quando comprou uma cobertura em Arraial do Cabo. Na audiência, ela disse que ganhou o apartamento de presente. Segundo Rangoni, depois que ela declarou, em cartório, ser divorciada, o funcionário afirmou, em depoimento, ter perguntado sobre eventual união estável e ela manteve a resposta. Já o advogado da viúva afirma que a vendedora do imóvel, presente no momento de lavrar a escritura, diz que Adriana foi questionada apenas sobre seu estado civil.
O caso teve início em 2007, quando Adriana comprou uma cobertura em Arraial do Cabo, quatro dias antes do assassinato do marido. No processo criminal, testemunhas afirmam que a descoberta da transação foi um dos motivos de uma briga no casal, que chegou a fazer a viúva sair de casa.
Na época do assassinato, o então delegado titular da Delegacia de Rio Bonito (119ª DP), Ademir Oliveira, disse que a cobertura custou R$ 300 mil e foi paga com três cheques de R$ 100 mil, de uma conta conjunta de Adriana e Renné. Segundo Oliveira, a divisão seria para não alertar a gerência do banco, que poderia requisitar a concordância de ambos titulares da conta para o desembolso.

Relembre o crime

A reconstituição do crime, em 2007,
levou muitos curiosos ao bar do Penco em Lavras,
onde aconteceu o assassinato
O lavrador Renné Senna, ganhou, sozinho, em 2005, um prêmio de R$ 52 milhões num sorteio da Mega Sena. De acordo com as investigações, Adriana Almeida, viúva do milionário, seria a mandante do assassinato e teria contratado ex-seguranças para matar o marido. O milionário foi assassinado a tiros no dia 7 de janeiro de 2007, na porta de um bar, na localidade Lavras, em Rio Bonito. Alguns acusados, já foram julgados e condenados, a viúva, porém, radicada em Arraial do Cabo desde que ganhou a sua liberdade em 2008, ainda aguarda o seu julgamento, que ainda não tem data para acontecer.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na madrugada, policiais realizaram blitz na Praça do Pegágio da Ponte Rio-Niterói para evitar uma possível fuga de traficantes cariocas para os municípios vizinhos | Foto: Osvaldo Praddo
Policiais do Batalhão de Operacões Policiais Especiais (Bope) e do 12º BPM (Niterói) realizam na manhã dia 3 de fevereiro de 2011, uma grande operação em três favelas de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O objetivo principal dos militares é impedir a chegada de traficantes do Complexo do São Carlos, no Rio, aos morros do Serrão, Boavista e Juca Branco.

Com a implantação de uma Unidade de Polícia pacificadora (UPP) no Morro de São Carlos - o que o governador Sérgio Cabral anunciou que deve ser feito até a próxima segunda-feira - a polícia acredita que há possibilidade de que bandidos fujam para aquelas comunidades no município vizinho. A Polícia Rodoviária Federal também está atenta, na Ponte Rio-Niterói, fazendo revistas em carros com ocupantes suspeitos.

Traficantes tentam levar eletrodomésticos

Também nesta manhã, policiais do Bope apreenderam um caminhão carregado de eletrodomésticos na saída do Morro de São Carlos.

Os agentes desconfiaram da atitude do motorista e resolveram abordar o rapaz, que informou ter sido obrigado por traficantes a tirar a mudança do local. A polícia acredita que eles estariam tentando levar seus pertences para a Favela da Rocinha, na Zona Sul da cidade, antes da tomada do morro pelos PMs para a instalação da UPP.

Operação em São Gonçalo


Na madrugada do dia 3 de fevereiro de 2011, policiais do 7º BPM (São Gonçalo,) com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal, realizaram uma operação nas principais vias de acesso a São Gonçalo, tambpem na Região Metropolitana do Rio, objetivando evitar a fuga de bandidos cariocas.

De acordo com o inspetor Feitosa do Núcleo de Operação Especiais (NOE) da PRF, os agentes receberam denúncia de que traficantes tentariam deixar a capital para se refugiarem em São Gonçalo, Niterói e Região dos Lagos.

Ainda segundo a denúncia, os criminosos se aproveitariam do aumento no fluxo de veículos na Ponte, durante a madrugada desta quinta-feira, em decorrência do grande retorno de torcedores do jogo de estréia de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, no Estádio do Engenhão.

Na operação, um foragido do sistema penitenciário foi preso, um veículo roubado recuperado e 35 veículos irregulares apreendidos.

Fonte: O Dia

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/2/pm_realiza_operacao_em_favelas_de_niteroi_para_impedir_fuga_de_traficantes_do_rio_141772.html